O YouTube diz que não se venderá por menos de U$1,5 bilhões. O único problema, é que esse número excede (e muito) a quantia que executivos dizem poder pagar por esta empresa. Um alto executivo disse: “Caso eles pedissem $200 a $300 milhões, eu compraria amanhã”; mas esta quantia não chega nem perto do que eles estão pedindo.
Este valor é surpreendentemente 3 vezes superior ao pedido pelo MySpace. Além disso, o único concorrente do YouTube que foi vendido até agora (Grouper), conseguiu apenas $65 milhões da Sony.
De acordo com Chad Hurley, fundador do YouTube, a lista dos possíveis compradores do YouTube inclui eBay, Disney, Viacom, AOL, Yahoo e
News Corp. Pelo menos estes eram os possíveis compradores algum tempo atrás (ainda neste ano), quando o valor do YouTube era de $600 milhões.
O grande problema que envolve o preço do YouTube, diz respeito ao conteúdo que ele veicula. Este conteúdo é quase em sua totalidade, composto por infrações de copyright. Está ai o grande problema para investidores e possíveis compradores. Apesar de estar em negociações com grandes empresas (como por exemplo a Warner - a qual firmou acordo recentemente), o YouTube vem sendo ameaçado por alguns líderes do mercado Audiovisual (vide Universal).
O outro “pequeno problema”, é que os grandes empresários ainda não sabem se o YouTube realmente é capaz de gerar retorno financeiro. As últimas tentativas, como o canal Paris Hilton, não parecem ter tido muito sucesso.
Este parece um daqueles comuns casos em que “meu valor é maior do que isso…”. A eterna briga entre o vendedor e o comprador, onde um acha que vale mais e o outro acha justamente o contrário. A única coisa certa, é que o YouTube cada vez mais frequenta as páginas de notícias, e não para de crescer.
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