Há alguns anos, a Internet vem desempenhando um importante papel, no sentido de modificar a sociedade em que vivemos. Esse papel ultrapassa as fronteiras virtuais, adquirindo um importante papel social, estimulando mudanças que atingem os campos das idéias, dos trajes, da língua, da política e tudo mais que depende de um componente coletivo.
Com a popularização de ambientes sociais na web (sites de relacionamento, blogs, twitter e afins), fica cada vez mais evidente o poder de uma idéia individual, adquirir proporções coletivas. Quem deveria ser o primeiro a se preocupar com isso? A resposta é simples e clara, o governo.Nunca na história da humanidade, foi tão simples gerar um protesto, lançar moda, gerar propaganda boca a boca (os atuais virais) ou se juntar a pessoas que tem idéias semelhantes à sua. A Internet é capaz de organizar o ser humano de uma maneira inimaginável.
Tendo em vista o ambiente social da web, temos como atual carro-chefe, o Twitter. Logo, não são só os seus olhos que estão lá, pode ter certeza que o que você fala é observado e acompanhado de perto por milhares de pessoas e entidades (#paranóia?#). Portanto, mais do que nunca, é importante ter cuidado com o poder de suas palavras.
Um exemplo recente do poder das novas mídias, pode ser observado na Guatemala. Lá o usuário do Twitter, Jean Anleu (@jeanfer), foi preso sob a alegação de ter espalhado o “pânico financeiro“. Cara mal ele, né? O que ele havia feito? Simplesmente disse através do Twitter, o seguinte:
“Primeira ação real ‘remover o dinheiro do Banrural’ quebrar o banco dos corruptos. #escandalogt”
De acordo com o TechCrunch, o presidente da Guatemala, Alvaro Colom, foi acusado de ligação com traficantes de droga, além de ter negócios obscuros com o tal Banrural (um dos maiores bancos do país), o qual financiou vários projetos fantasma da mulher do presidente. Daí toda a revolta do nosso amigo, Jean.
Esse é o Jean, o maléfico espalhador do "pânico financeiro"
A twitada foi suficiente para colocar @jeanfer atrás das grades e ao mesmo tempo iniciar um movimento na Guatemala de revolta quanto ao autoritarismo, que vai muito além da simples indignação quanto aos roubos do presidente ladrão. Logo, menos de 140 caracteres, poderão vir a gerar uma repercussão social que quem sabe, modificará a história daquele pequeno país da América Central.
Saindo do âmbito político da situação, ficou clara a importância e o peso de um único indivíduo na atua sociedade tecnológica. Isso é apenas um reflexo precoce de algo que tende a se tornar cada vez maior.
Certa vez, David Ben Gurion, um dos responsáveis pela fundação do estado de Israel, disse a seguinte frase:
Qualquer um que acredite que você não pode mudar a história, nunca experimentou escrever suas memórias.
A frase é uma síntese de toda a temática deste texto. A nós, cabe assumir o papel de agentes dessa mudança social e histórica, começando a enxergar o nosso valor e poder social.
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Diogo,
parabéns pela maneira clara e inteligente que utilizou para escrever sobre o poder das mídias sociais nos nossos dias. concordo com o que falou e já escrevi sobre esse assunto no meu blog. é o poder da colaboração em massa agindo sobre as pessoas, os governos e quebrando todos os paradigmas.
um grande abraço.
Gustavo,
qual o endereço do post relacionado no seu blog?
Obrigado pelos elogios!
Abraço
segue o link,
http://www.gfsolucoes.net/gustavo/web-20/saia-da-...
um abraço.
No mínimo brilhante!
Um artigo sóbrio e consistente sobre o poder das novas mídias e como o ser humano pode e deve se organizar.
Surgem novas tribos, novos grupos e até "nações virtuais", onde não é preciso mais um território ou uma mesma língua para agregar.
Ao contrário do que se pensava, que a internet iria afastar as pessoas e que elas cada vez mais ficariam distantes umas das outras e do mundo real, a Internet tem se provado cada vez mais agregadora e integradora.
As pessoas estão se unindo mais e encontrando os seus iguais, realmente diminuindo as distâncias.
Parabéns pelo belo blog e a proposta de debate mais sério e inteligente.
Marcos Lemos
Olá Marcos,
concordo com cada palavra do seu comentário, língua e território deixam para trás a sua importância na divisão dos seres humanos, dando espaço para algo muito mais consistente, as idéias.
Muito obrigado e seja bem vindo ao blog!
Abraço.